quarta-feira, 7 de abril de 2010

82% dos brasileiros não compram pela internet.


Apesar de 82% dos brasileiros declararem nunca ter comprado pela internet, indicadores do Observador Brasil 2010 – pesquisa da Cetelem, financeira do grupo francês BNP Paribas, em conjunto com a Ipsos – apontam que o nosso País está mais propenso às aquisições de produtos via web, principalmente devido ao aumento do acesso em casa e crescimento da renda familiar média dos usuários.
Segundo o levantamento, 37% dos entrevistados têm acesso à internet, independentemente do local de uso. Já 63% dos brasileiros contemplados pela pesquisa ainda não possuem acesso à web. Em 2008, esse índice era de 71%. “Mesmo que haja um consistente aumento de usuários no Brasil, o segmento ainda oferece grande potencial de crescimento” destacou Marcos Etchegoyen, diretor-geral da   Cetelem Brasil.
Realizada entre os dias 18 e 29 de dezembro de 2009, a quinta edição do Observador Brasil coletou 1500 entrevistas em 70 cidades brasileiras, sendo que o público avaliado tem 16 anos ou mais e representa 73% da população total.
Em relação ao uso da internet como fonte de informação para compra, 22% dos entrevistados utilizam a web para pesquisar produtos e serviços relacionados ao segmentos de eletrodomésticos e viagens.  Em seguida estão os produtos culturais (10%), móveis (7%), e carros novos (6%).
Sobre o que os brasileiros valorizam quando decidem escolher entre a loja de rua e virtual, o fator preço aparece em destaque com 66%. Já a comodidade de comprar sem sair de casa vem em seguida. (62%)
Segundo o estudo, a região Sudeste é a que mais pesquisa itens pela internet antes de comprar. Posteriormente, estão as regiões Norte e Centro-Oeste.
Neste ano, a Cetelem também introduziu na pesquisa do Observador Brasil um capítulo especial para avaliar o consumo responsável da população através do TCC (Teste de Consumo Consciente) criado pelo Instituto Akatu.
O levantamento revelou, porém,  que apenas 4% são conscientes. A grande parte dos entrevistados encontram-se no grupo dos “iniciantes” (65%).  Já 20% dizem ser “comprometidos” com o consumo responsável, e 11% “indiferentes”. “A pesquisa  também mostra que as mulheres são mais comprometidas do que os homens na causa, e nas classes A/B estão centralizadas as pessoas mais conscientes com o consumo”, complementou  Etchegoyen.
RendaA renda disponível da classe D/E  passou de -R$ 17, em 2005, para R$ 61 em 2009, segundo o Observador Brasil. Os dados indicam uma melhora na qualidade de vida desses brasileiros. Segundo o estudo, nos últimos cinco anos, cerca de 30 milhões de pessoas migraram das classes D/E para a classe C. “Atualmente, 90 milhões de brasileiros estão nesta posição social. Outro fator que percebemos é que o Brasil passou tranquilo pela crise. De um modo geral, os efeitos ficaram mais centralizados nas classes A/B”, disse   Etchegoyen.
No entanto, como reflexo da preocupação do brasileiro com o futuro – principalmente após a crise econômica mundial – o estudo revelou que o brasileiro poupou mais em 2009. Os recursos destinados a aplicações, poupança e investimentos alcançaram R$ 535,31, o equivalente a R$ 220 a mais do que 2008. A respeito das intenções para os próximos 12 meses, 76% dos entrevistados afirmaram que pretendem aumentar as economias.
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